Logo CIH

Banner Topo

ÁGUA PARA A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL (WPA)

img agua sustentabilidade1
img monitoramentoparticipativo2

O projeto Água para a Sustentabilidade Ambiental (WPA) esta centrado na melhoria da gestão integrada de recursos subterrâneos e a remediação de alterações provocadas pelos efeitos de mudanças climáticas. O WPA estabelece as melhores práticas em resposta a variabilidade climática e seus impactos nos recursos hídricos.

O objetivo do projeto, que é desenvolvido pelo Programa Hidrológico Internacional (PHI) da UNESCO e executado pela equipe do CIH em parceria com a Universidade de Modena & Reggio Emilia (Itália), é analisar a vulnerabilidade dos aquíferos, utilizando medidas de adaptação para remediar os impactos de atividades humanas nas águas subterrâneas, considerando as alterações de clima e estabelecendo metodologias para avaliar os benefícios ambientais e econômicos da proteção das águas subterrâneas.

O projeto analisa a situação das águas subterrâneas que estão sob a bacia hidrográfica do rio Toledo, nos município de Toledo – Paraná, em uma região central ao Aquífero Guarani.

De acordo ao projeto WPA, o estudo nesta bacia hidrográfica, analisa a interação superfície e subsuperfície, utilizando o modelo hidrológico CATHY (Catchment Hydrology Model). Os resultados do modelo podem dar indícios de que as águas subterrâneas estão sob ameaça das atividades humanas e também da alteração do clima, pois possibilita a criação cenários diferenciados de clima (temperatura e precipitação). Assim, fornece aos usuários desta bacia hidrográfica, uma interpretação da variação de nível das águas subterrâneas, indicando medidas que possam mitigar este processo de variação ou até mesmo de escassez da água.

MODELAGEM SOIL WATER ASSESSMENT TOOL (SWAT)

img agua sustentabilidade1
img monitoramentoparticipativo2

O projeto Modelagem SWAT têm como objetivo analisar as condições hidrológicas da bacia hidrográfica do rio Toledo (Paraná) e a identificação de poluentes da produção suinícola, atividade predominante na bacia. Dos modelos disponíveis, o SWAT é considerado como um dos mais indicados para prever os efeitos do uso e manejo da terra na produção de sedimentos, água e químicos em bacias hidrográficas, especialmente em bacias sem histórico de monitoramento.

SWAT significa “Ferramenta de Avaliação de Solo e Água” (na tradução), um modelo desenvolvido pela USDA Agricultural Research Service (ARS). O projeto foi desenvolvido para a previsão das práticas de gestão do solo que interferem diretamente sobre a água, avaliando aporte de sedimentos e agrotóxicos na bacia hidrográfica.

As ferramentas e técnicas pertinentes a modelagem, podem simular situações que facilitam o entendimento de um evento extremo, como secas, inundações e carga de poluentes nos corpos d'água. Desta maneira, pode-se criar procedimentos de prevenção a diversas situações, afim de prover recursos necessários a correta tomada de decisão e definição de estratégias para mitigar os impactos simulados.

PROJETO GESTÃO AMBIENTAL DE BACIAS HIDROGRÁFICAS

img projetosambientais1
img monitoramentoparticipativo2

O projeto Gestão Ambiental de Bacias Hidrográficas, desenvolvido pelo Programa Cultivando Água Boa (CAB), vem sendo executado por meio do CIH, abrangendo um arranjo organizacional com instituições de ensino, órgãos ambientais, prefeituras, empresas regionais e comitês de bacias da região hidrográfica Paraná 3.

A Gestão Ambiental de Bacias Hidrográficas tem como objetivo investigar o território da bacia hidrográfica para encontrar nos meios de produção e nas formas de urbanização adotados, as causas geradoras de impactos e propor por meio de critérios de Gestão Ambiental, a adequação destas atividades a patamares compatíveis com a necessária sustentabilidade.

A metodologia utilizada no projeto conta com dados fornecidos via investigação territorial detalhada, com escala média de 1:5000 ou seja, identifica os passivos ambientais decorrente das atividades humanas exercidas nas propriedades rurais, e posteriormente são consolidados em escala de semi-detalhe (1:50.000), identificando a estrutura fundiária, os recursos hídricos, o uso e o risco ambiental das terras, práticas de conservação de solos, as áreas de proteção ambiental implantadas, a proposta de implantação (Áreas de Proteção Permanente e Reserva Legal) e medidas de saneamento rural. Portanto, representa a integração entre a unidade de produção e a unidade de planejamento do território, já que a bacia hidrográfica é a unidade de gerenciamento compatível com o que preconiza a legislação normativa para recursos hídricos (Lei 9433/97) e utilizável para as instituições gestoras destes recursos.

Como ferramenta de gestão, o projeto utiliza o CTM (Cadastro Técnico Multifinalitário), que permite integrar todas as faces que um projeto desta dimensão exige de seus múltiplos usuários, com inúmeros indicadores e resultados com registros temporais de dados quantitativos e qualitativos. Além disso, também possibilita o armazenamento dos dados da investigação territorial e do diagnóstico ambiental, emitindo relatórios estratégicos que, interpretados, viabilizam a elaboração de propostas de intervenções coletivas em bacias hidrográficas, apresentados em mapas temáticos na escala de interesse.

Por fim, o projeto busca por meio do esforço dos atores envolvidos e, ao longo do tempo, a recuperação ambiental e o planejamento de atividades que podem levar à construção de uma cidadania mais sustentável.

MONITORAMENTO PARTICIPATIVO DE RIOS

img monitoramentoparticipativo1
img monitoramentoparticipativo2

O projeto Monitoramento Participativo de Rios, desenvolvido pelo Programa Cultivando Água Boa (CAB) da ITAIPU Binacional em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), vem sendo executado por meio do CIH, abrangendo um arranjo organizacional com instituições de ensino, órgãos ambientais, prefeituras, empresas regionais e comitês de bacias da região hidrográfica Paraná 3.

O projeto tem como objetivo monitorar a qualidade da água dos rios da Bacia do Paraná 3 que desaguam no reservatório de ITAIPU. Desenvolvido a partir de uma uma metodologia de avaliação integrada da qualidade da água de rios, utilizando bioindicadores (macroinvertebrados bentônicos). Nele, a água dos rios é monitorada por pessoas das microbacias e dos municípios que se voluntariam no projeto com o intuito de diagnosticar a qualidade da água daquele rio e também de propor medidas que melhore sua condição ambiental.

Para tanto, o projeto conta com uma ferramenta de tecnologia da informação – o Sistema de Monitoramento Participativo de Rios – um sistema web que armazena os dados de monitoramento de rios levantados pelas comunidades participantes, permitindo a sua livre visualização geográfica, incentivando a disseminação do conhecimento dos dados gerados, mobilizando a população quanto as questões socioambientais e a tomada de decisões para melhoria da condição ambiental da região.



Imagens do projeto



Sistema Monitoramento Participativo

ÁGUA E ENERGIA

img -agua energia1
img- -agua energia2

Mediante o desafio que a humanidade enfrenta para o encaminhamento de resoluções para as tensões relativas à sustentabilidade dos recursos hídricos e ao desenvolvimento humano, seria impossível imaginar o futuro dela sem a disponibilidade de água e de energia e, muito dificilmente, imaginar um futuro sustentável sem a aplicação de um como fonte do outro. Portanto, promover soluções e ferramentas para conciliar esse importante nexo, envolvendo conhecimentos gerais e específicos, tecnologia e política, tendo em conta os aspectos sociais e econômicos, é base e fundamento para o CIH.

Esta área temática combina dois dos recursos mais importantes que a humanidade tem para garantir a sustentabilidade do planeta: água e energia. Aqui as ações são amplas e de interdependência, integrando as temáticas por meio do envolvimento de instituições públicas e da iniciativa privada em projetos de ensino, pesquisa e extensão. Tais projetos são relativos à gestão das energias renováveis e à sustentabilidade dos recursos hídricos, os quais fomentam políticas públicas, diretrizes e melhores práticas para o desenvolvimento humano.

Visando harmonizar o nexo água e energia, é que os projetos e ações do CIH ganham força e importância, especialmente na América Latina e Caribe – localização de aproximadamente 23% da disponibilidade de água doce superficial do planeta – ou seja, este patrimônio natural apoia a viabilização de uma matriz energética limpa e proporciona uma vantagem competitiva para o Produto Interno Bruto e saneamento dessas economias, levando-as ao desenvolvimento sustentável.